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IFBA participará de Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF)

por Helen Sampaio publicado: 05/04/2017 15h34 última modificação: 05/04/2017 15h34

Após conquistar seis prêmios na 15ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que ocorreu no final de março, em São Paulo, o Instituto Federal da Bahia (IFBA) se prepara para participar pela primeira vez da maior competição pré-universitária na área de ciências do mundo: a Intel ISEF (The Intel International Science and Engineering Fair), que acontecerá em maio, na Califórnia.

A credencial para o evento foi concedida na Febrace, em reconhecimento ao trabalho “JustStep: Piso tátil integrado a comando de voz”, que foi o melhor nas categorias Projeto Destaque do Estado da Bahia; Prêmio Poli Cidadã de Menção Honrosa de Tecnologia e Desenvolvimento Social; Prêmio Instituto 3M; Engenharia e; Prêmio mais desejado da Febrace. O trabalho foi desenvolvido pela egressa do curso técnico de automação industrial do campus Salvador, Lorenna Vilas Boas e pelo estudante do mesmo curso, Marcos Portela, sob a orientação dos professores Justino de Medeiros e Andrea Bitencourt, do Grupo de Pesquisa em Sistema de Automação e Mecatrônica (GSAM) e do Polo de Inovação Salvador (PIS). Além das premiações em grupo, Lorenna também ganhou o Prêmio Intel Mulheres e Tecnologia.

O JustStep é um projeto de tecnologia assistiva cujo objetivo é disponibilizar um sistema de comando de voz que indique a localização exata do cego, quando este caminhar sobre o piso tátil de alerta para garantir maior segurança e autonomia para os deficientes visuais. Para a professora Andrea Bitencourt, o projeto deve ser destacado pelo seu papel social. “Esse trabalho é muito importante para a promoção da acessibilidade das pessoas que possuem visão nula ou baixa visão. As premiações refletem e reconhecem a qualidade do trabalho desenvolvido no GSAM e Polo de Inovação Salvador (PIS), além de motivarem a participação de novos alunos no desenvolvimento de projetos na área de inovação e tecnologia”, disse Andrea que classificou a participação na Intel ISEF como uma oportunidade única de compartilhar experiências com estudantes e pesquisadores do mundo.

Para o diretor executivo da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PRPGI), Antonio Carlos Bitencourt, o destaque do Instituto na Febrace e a consequente participação na Intel ISEF representa dar visibilidade do IFBA para além das fronteiras internacionais. “Consideramos que o desenvolvimento de soluções tecnológicas na área de tecnologia assistiva e de saúde é importante, pois está direcionado a demandas sociais reais. Percebemos que esta temática está impregnada na Instituição, como pode ser visto pelo envolvimento de diferentes campi nesse tipo de iniciativa. Esses esforços tornam o IFBA reconhecido, sobretudo neste campo da pesquisa tecnológica. Precisamos encontrar formas para apoiar e incentivar de modo efetivo este tipo de iniciativa”, ressaltou Bitencourt.

Finalistas Febrace 15

Além dos seis prêmios conquistados, o IFBA ficou entre os finalistas da premiação da Febrace, com os trabalhos “Detector de quedas para idosos”, dos estudantes do campus Simões Filho, Léa Lisboa, Mayara Lopes e Tiago Carlos dos Santos, desenvolvido sob a orientação do professor Paulo Vicente Moreira; e “Desenvolvimento de tinta para tatuagem baseada em nanotecnologia”, do estudante do campus Salvador Walter da Silva Junior, orientado pela professora Clara Cerqueira Matos.

Segundo Moreira, a motivação para criar o protótipo surgiu a partir de uma experiência familiar. “Meu avô já havia sofrido várias quedas, mas todas sem gravidade. Minha avó teve apenas uma queda, porém fraturou o fêmur e ficou seis meses em reabilitação. Eu pensei que se tivesse um dispositivo capaz de me informar um acidente na casa deles, poderia acionar a emergência ou alguém mais perto pra dar o suporte”, disse o orientador do projeto.

Atualmente, uma das pretensões do grupo para o projeto, que já está em sua terceira versão, é no futuro disponibilizar a iniciativa ao mercado. “O objetivo da equipe é ver esse projeto funcionando em escala real, com custo baixo e disponível para qualquer pessoa que deseje monitorar pessoas em situação de risco, sem a invasão de privacidade gerada pela instalação de câmeras de segurança”, concluiu Moreira.

 

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