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IFBA chega ao terceiro dia dos Jogos dos IFs com reforço da união entre professores e estudantes

por Helen Sampaio publicado: 21/07/2017 19h03, última modificação: 21/07/2017 19h12

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Time do voleibol feminino do IFBA cumprimenta adversárias no término da partida

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) participa, desde a última terça-feira (18), dos Jogos dos Institutos Federais – Etapa Nordeste, que acontecem no Centro de Formação Olímpica do Nordeste (CFO), em Fortaleza. Responsável pela terceira maior delegação do evento, o Instituto tem trabalhado, com o auxílio dos professores, na perspectiva de incentivo à união e ao respeito entre os jogadores das equipes, independente de vitórias ou derrotas.

Essa filosofia tem sido reforçada desde os Jogos Integradores do IFBA (JIFBA). “Realizamos reuniões com os professores, estudantes e pais, a fim de traçarmos a maneira de trabalhar o esporte com esses meninos, enfatizando o processo de formação. Entendemos que a prática do esporte ensina muito sobre convivência, parceria e amizade”, lembrou a chefe da delegação, Micheli Venturini.

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Professores conversam com equipe de handebol masculino

Segundo o professor Enobaldo Ataíde, que é técnico da equipe de handebol masculino, as conversas com os estudantes têm sido frequentes e importantes para que eles aprendam a lidar com as implicações de estarem em uma competição grande como os JIFs. “Nessa faixa etária eles são muito impulsivos, portanto, temos trabalhado com eles elementos como a emoção, a ideia de conjunto e união. Nós temos jogadores de diferentes campi que viraram irmãos”, frisou o professor.  

O sentimento de união está presente também entre os atletas e pode ser percebido, por exemplo, a partir do grito de guerra da equipe de handebol masculino: “Nós somos o quê? Força! Nós somos o quê? União! Ôooooh! IFBA!”. Esse discurso é  reforçado pelos colegas que ocupam as arquibancadas a cada jogo e vibram a cada conquista. 

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Professor Cácio consola Caroline

"O nosso foco não está no ganhar a qualquer custo e estar aqui não é a simplicidade de que ‘o importante é competir. O valor maior do processo está no aprendizado. Por exemplo, quando perdemos um jogo disputado. Aí tem muito choro, muita tristeza e dor. Este é o momento de sentar com os estudantes, primeiro consolar e depois avaliar porque perdemos. Se o outro time foi melhor ou porque nós erramos. Quando fazemos essa avaliação tudo muda”, destacou Micheli.

Foi o que aconteceu com muitos dos professores, inclusive com o professor Cácio da Silva, que teve que consolar a estudante Caroline Fontes, após uma derrota no judô e, logo depois motivá-la para a próxima luta. Após o momento difícil, Carolina conquistou uma prata e um bronze. “Como nossa equipe é composta por estudantes de diferentes campi da Bahia, fazemos o acompanhamento à distância e realizamos encontros presenciais para aperfeiçoarmos os treinamentos, além disso,  damos o suporte que diz respeito à alimentação e outras dicas importantes para que eles participem dos jogos da melhor forma”, disse.

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Equipe de Judô (Caroline, Andrei, Ladislau e Fernando) com o professor Cácio

“Participar desse evento é além de tudo é uma chance de conhecer pessoas de outros estados e conversar com a galera, trocar ideias. Quando entrei no IFBA não imaginava que teria essa oportunidade e está sendo ótimo. Ganhar é só uma conseqüência, estamos aqui para construirmos novos laços de amizade e mostramos do que o IFBA é capaz”, afirmou Andrei Nascimento, integrante da equipe do judô.

Para Fernando Viana, integrante da mesma equipe que também participa pela primeira vez dos jogos, representar o IFBA nos JIFs tem sido uma experiência única. “Comecei o judô quando ainda era criança para me defender de alguns colegas, mas depois que iniciei as lutas acabei me apaixonando pelo esporte e aprendendo sua filosofia. Estar aqui hoje é uma conquista”, enfatizou.

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Professor de enfermagem Eliseu Assis

O professor de enfermagem, Eliseu Assis, também tem um papel crucial na conquista desse objetivo do IFBA, pois, assim como os outros professores, acompanha os estudantes nos momentos difíceis da competição. Assis integra a equipe da área da saúde, encarregada de prestar o primeiro atendimento para os traumas mais leves ou complicações relacionadas às atividades esportivas. “Encaro essa participação como uma forma de reconhecimento do trabalho desenvolvido na instituição. Como temos profissionais da saúde em cada delegação, conseguimos fazer também o acompanhamento extra-evento, nos momentos de translado do grupo”, pontuou.

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Equipe de handebol feminino e professor Normando se preparando para entrar em quadra

Para o professor Normando Lima, responsável pela equipe do handebol feminino, o papel dos professores perpassa a questão esportiva, mas deve estar associado à questão humana. “Nossa intenção é formar esses estudantes como cidadãos e proporcionar momentos de interação como esse para que saiam daqui conhecendo pessoas de diversos estados e respeitando os colegas. Nos JIFBA nós éramos campus, na etapa nordeste, somos IFBA, na nacional seremos Nordeste. Há toda uma característica de estarmos juntos e essa integração será cada vez mais forte. E, provavelmente, os estudantes levarão essas experiências pela vida e as passarão para seus filhos, incentivando as novas gerações à valorizarem o esporte cada vez mais e agregarem valores importantes à sociedade”, finalizou. 

Veja o álbum de fotos dos JIFS – Etapa Nordeste 2017

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