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IFBA Eunápolis realiza semana de Consciência Negra

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publicado: 24/11/2017 15h37, última modificação: 24/11/2017 15h37

“Entre o Local e o Global: refletindo sobre Identidade e Comunidade” foi com essa temática que o Instituto Federal de

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Imagens semana de Consciência Negra 2017
Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia- Eunápolis promoveu a semana de Consciência Negra do campus. Nos dias 20 e 21 de novembro atividades como mesas redondas, palestras, salas temáticas, oficinas, minicursos, exibição de documentários e videoclipes e apresentações culturais buscaram estimular a reflexão sobre o assunto.

O professor Aldineto Miranda, da comissão organizadora do evento, explicou o processo de construção do cenário em que a semana foi realizada e a estruturação do tema que a norteou “ desde o início das discussões da comissão organizadora, a temática da comunidade foi colocada pautada, contudo as várias comunidades possuem variadas identidades, como seria um reducionismo tratar simplesmente de identidade, resolvemos abranger a temática da relação entre identidade e comunidade, buscando compreender quais as influências do global nas identidades locais e vice-versa. Buscamos nesse sentido discutir e compreender as várias identidades que perpassam por características territoriais, morais, religiosas. Pensamos que é necessário que a escola esteja preparada para lidar com as várias características identitárias dos seus discentes e docentes”.

Imagens semana de Consciência Negra 2017 A Consciência Negra é um marco simbólico que faz referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares e foi incluída no calendário das escolas em 2003 como parte da Lei nº 10.639 que inseriu “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo escolar para que o combate ao racismo, desigualdades e a disseminação da cultura afro-brasileira estejam presentes durante todo ano “É uma data que lembra dor, sangue, escravização e desumanidade. Essa lembrança é necessária ser pautada para que nunca mais se repita. É uma data que remete à resistência e luta contra a escravização. Escravização da qual ainda sentimos de forma forte na sociedade. Anos após a libertação dos escravizados, ainda presenciamos as consequências da falta de políticas públicas que deveriam vir junto com a "libertação" dos escravizados. Ainda presenciamos o racismo velado e por vezes aberto, discursos de ódio e desrespeito se avolumam nas redes sociais. Por tudo isso sim, temos que utilizar dessa data como uma data simbólica de luta, contudo, essas atividades não devem se restringir a tal data, o ano inteiro, penso que na escola, deva se discutir questões relacionadas ao racismo, às questões de gênero, questões identitárias e etc”, destacou Aldineto.

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