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Projeto de Jacobina sobre violência contra mulher inicia produção de exposição fotográfica

publicado: 25/11/2016 13h10 última modificação: 25/11/2016 13h10

Por Henrique Soares

A equipe do projeto de extensão “Violência contra a mulher: rompendo o silêncio e empoderando corpos” do campus Jacobina do Instituto Federal da Bahia (IFBA) iniciou, na tarde da última quarta-feira (23), no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), localizado no bairro Félix Tomaz, em Jacobina, a produção de fotos que serão exibidas numa exposição a partir de dezembro.

Após planejarem os cenários e a interpretação das voluntárias convidadas, o grupo iniciou o trabalho fotográfico, que além do CEU, retratará como cenário outros espaços da cidade como um bar, uma obra de construção civil e o trânsito.

Conforme a professora do IFBA Gizelda Hengstl, que integra a coordenação do projeto, cada foto representará um tipo de violência, a exemplo de moral, psicológica, física e patrimonial. Ela destacou que nem sempre as mulheres percebem a violência.

Entre as voluntárias fotografadas está a estudante do curso técnico de mineração, Laura Santos. “Por incrível que pareça, em pleno século 21 ainda existe violência contra a mulher. É muito importante que se façam eventos e esse tipo de trabalho para mudar a sociedade. É uma situação que pode mudar, tem que mudar”, comentou a discente.

Fotos inspiradas em questionários

As fotos foram inspiradas nos resultados de um questionário respondido por 150 pessoas da comunidade local a partir do final de setembro.

“Os resultados foram surpreendentes pois mostram uma realidade um pouco camuflada em Jacobina. Apesar da Lei Maria da Penha mostrar em sua vigilância que Jacobina é uma das cidades mais violentas da Bahia, quando entrevistamos o público não apareceu isso. Eles colocaram a violência como algo ruim. O discurso é um e a prática é outra literalmente em Jacobina”, afirmou Gizelda.

A docente comentou também que um dos fenômenos desse tipo de violência é que ela ocorre independente da classe social, do nível de instrução e do ambiente vivido. “Entre quatro paredes acontecem coisas absurdas. A própria Lei Maria da Penha nasce de um fato real: um casal com o marido professor universitário e a mulher acadêmica, um nível social que talvez não se esperasse”.

O projeto e o lançamento da exposição

Além de Gizelda e Laura, a equipe também é formada por mais oito alunos do IFBA, pela estudante da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Cleane Medeiros, e pela professora Carla Côrte, que é coordenadora e idealizadora do projeto de extensão.

A iniciativa também prevê a exibição de banners para apresentar os dados colhidos a partir dos questionários. O lançamento da exposição de fotos, que será aberta ao público, está prevista para o dia 7 de dezembro. Depois do campus, a exposição será levada para outras instituições da região.

O projeto está sendo financiado pelo Edital 01/2016 da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) do IFBA. O resultado, com as propostas vencedoras, foi divulgado em agosto.